RiscoOnline.com torna investimentos online mais profissionais
Computador lustra a bola de cristal
Investidor individual já pode testar modelos
estatísticos de análise de risco usados por corretoras. Até 31 de março, o investidor
individual terá a possibilidade de analisar os riscos de seus papéis com a mesma
ferramenta usada pelas grandes corretoras. A consultoria Cyrnel International liberou
temporariamente o acesso programa Risco Online, um consultor virtual que calcula o
risco de qualquer carteira de ativos, incluindo ações, derivativos BM&F, títulos do
Tesouro, Banco Central e ativos como dinheiro disponível, em dólar, real ou euro, e até
imóveis.
Disponível pelo site www.riscoonline.com, o serviço é o primeiro no País
exclusivamente para o investidor online. "Apesar de empregar avançados conceitos
matemáticos, estatísticos e financeiros, a ferramenta assessora o investidor na tomada
de decisão de forma simples e objetiva. Os relatórios gerados são fáceis de entender,
podendo ser utilizados tanto por investidores experientes quanto por iniciantes", afirma
o sócio-diretor da Cyrnel, Alexandre Oliveira.
Para o executivo, o gestor pessoal precisa conhecer o seu risco para compor a carteira
de acordo com o seu objetivo de investimento. "O investidor individual ainda é muito
intuitivo", diz.
Basicamente, dois tipos de riscos estão relacionados ao investimento em ações: o risco
de mercado e o risco de liquidez. O risco de mercado é associado à possibilidade de
desvalorização ou de valorização de um ativo, devido às alterações políticas,
econômicas, internacionais, entre outras. É a possibilidade de ocorrer mudanças no
valor do seu investimento associadas à notícia ou acontecimento que diz respeito direta
ou indiretamente à aplicação que você escolheu.
Já o risco de liquidez está ligado à dificuldade em se conseguir encontrar compradores
potenciais de um determinado ativo no momento e no preço desejado. Ocorre quando
um ativo está com baixo volume de negócios e apresenta grandes diferenças entre o
preço que o comprador está disposto a pagar (oferta de compra) e aquele que o
vendedor gostaria de vender (oferta de venda). Quando necessário vender algum ativo
num mercado que não está líquido, tende a ser difícil conseguir realizar a venda sem
sacrificar o preço do ativo transacionado.
"Felizmente, das quase 400 empresas de capital aberto do Brasil, perto de 120 tem
excelente liquidez. E, destas, entre 60 e 70 são boas oportunidades de investimento,
sendo que nenhuma delas apresenta qualquer restrição que afugente o investidor",
afirma Marco Melo, responsável pela área de pesquisa da corretora Ágora Sênior.
"Com a tendência de queda de juros e conseqüente redução do retorno de
investimentos em renda fixa, a tendência é o investidor assumir mais riscos para
garantir retornos semelhantes ou melhores aos registrados atualmente. Neste cenário,
a diversificação será peça-chave e, na hora de escolher as melhores opções, é preciso
considerar, principalmente, o risco de cada aplicação", comenta Rodrigo Siqueira,
diretor de marketing da empresa.
Oliveira explica que na análise de risco quantitativa não se entra no mérito de as ações
serem boas ou ruins. "O julgamento é frio e utiliza modelos estatísticos associados a
informações fundamentalistas. O risco alto pode ser tanto para ganho quanto para
perda. O que se avalia é o padrão de variabilidade", afirma.
A partir de abril, o usuário só terá acesso ao serviço por intermédio de sua corretora, que deverá ser assinante do RiscoOnline.