Cyrnel realiza análise do risco da nova carteira do IBOVESPA de 2007

Estudo realizado pela Cyrnel International mostra que a inclusão de novas ações e reposicionamento em relação a determinados segmentos tornarão o principal índice da bolsa paulista mais diversificado. No que se refere ao grau de risco, a primeira prévia do Ibovespa para 2007 apresenta-se ligeiramente menos arriscada quando comparada com a carteira vigente até o final de dezembro.

A análise considera o atual Ibovespa como benchmark e o índice previsto para o primeiro quadrimestre do próximo ano como uma carteira hipotética. O grau de risco da nova composição do Ibovespa, considerando a primeira prévia, foi de 0.9851, ligeiramente inferior, portanto, ao grau de risco do Ibovespa atual, que por definição, é 1. As principais mudanças na composição da carteira teórica do Ibovespa previstas para o primeiro quadrimestre de 2007 compreendem basicamente a inclusão de três novos papeis e o cálculo de uma nova quantidade teórica para cada ação que compõe o índice. Os novos papéis, considerando a primeira prévia, serão as ordinárias da Cosan e do Submarino, e as preferenciais da Gol Linhas Aéreas.

Com relação às empresas de grande peso no índice Bovespa, as novas quantidades teóricas também ajudarão a mudar o perfil da composição do Ibovespa. A Vale do Rio Doce (VALE5), companhia que, sozinha, é responsável por mais de 14% do risco total índice, terá a sua contribuição ao risco reduzida para 11% em 2007. O mesmo acontecerá com a Telemar, cuja contribuição será reduzida de 4,6% em 2006 para 3,7%. No sentido inverso, a Petrobrás, responsável por 13% do risco total da carteira, terá sua contribuição ao risco aumentada para 14,4% neste mesmo período.